Lula embarca ao Japão para tratar de guerra na Ucrânia e enfrentamento de vulnerabilidades de países de baixa renda

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Presidente também terá encontro com premiê japonêsRICARDO STUCKERT (PR)

Presidente participa da Cúpula do G7 após convite de primeiro-ministro Fumio Kishida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta quarta-feira (17) para o Japão. Ele vai participar da 49ª Cúpula do G7, que começa no próximo sábado, dia 20, e termina no dia 21, segunda-feira.

O grupo reúne os 7 países mais ricos do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

O Brasil participa da Cúpula do G7 como país convidado. O convite ao presidente Lula foi feito pelo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. E dois temas estão no foco do líder brasileiro, segundo o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Mauricio Lyrio.

Além de participar da cúpula, o Brasil também terá encontros bilaterais com Japão, Índia e Indonésia. De acordo com o embaixador, na pauta do G7 estão a guerra da Rússia contra a Ucrânia; o desarmamento nuclear e o enfrentamento das vulnerabilidades dos países de baixa e média renda.

Mudanças climáticas, transição energética, segurança alimentar, saúde, direitos humanos, questões de gênero e tecnologia também estão na pauta.

Ao final da cúpula do G7, devem ser apresentados dois documentos com os posicionamentos dos países sobre os vários temas debatidos durante o encontro. Um, apenas com os países membros do grupo, e outro com os países membros e convidados.

Segundo o embaixador Mauricio Lyrio, o governo brasileiro trabalha para que a declaração final reflita a visão do Brasil a respeito da guerra entre Rússia e Ucrânia e da segurança alimentar no mundo.

As prioridades do governo japonês para debate na reunião são: conflito na Ucrânia; acompanhamento da dinâmica inflacionária; enfrentamento das vulnerabilidades dos países de média e baixa renda; transição climática e energética; avaliação da conjuntura econômica; mobilização de recursos financeiros para a transição climática; fortalecimento da arquitetura internacional no campo da saúde pública.

Agenda – Após a chegada, prevista para a manhã de sexta-feira (no horário local; noite de quinta), o presidente Lula terá pelo menos três reuniões bilaterais em Hiroshima. Estão previstos encontros com o premiê japonês, Fumio Kishida; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e com o presidente da Indonésia, Joko Widodo. Outros governos também manifestaram interesse para reuniões com o mandatário brasileiro, a confirmação depende da conciliação de agendas.

Brasil e Japão têm uma parceria tradicional em diversos níveis e setores, seja em comércio, serviços, cooperação técnica e também em laços humanos. O Brasil tem a maior comunidade de descendentes de japoneses, com mais de dois milhões de pessoas. Por sua vez, o país asiático tem a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, com cerca de 204 mil pessoas.

Em 2022, o comércio entre os dois países foi de US$ 11,9 bilhões, um aumento de 11,4% em relação a 2021. As exportações brasileiras para o Japão foram de US$ 6,6 bilhões (19,2% a mais que no ano anterior), e as exportações somaram US$ 5,3 bilhões. Com esse resultado, o Japão foi o 10º maior parceiro comercial do Brasil no último ano e o 3º na Ásia, atrás de China e Índia.

Os produtos brasileiros mais exportados para o Japão são milho, minério de ferro, carne de frango, café, alumínio e soja. Em contrapartida, importa autopeças, compostos químicos, máquinas e equipamentos do país asiático.

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