Hackers russos têm tirado o sono (e a paciência) do governo japonês

Os conflitos entre Rússia e Ucrânia têm gerado mais do que uma turbulência ecnomômica no mundo. Especialmente no Japão, o setor de tecnologia tem enfrentado alguns problemas devido a ataques cibernéticos contra sites oficiais do governo. O motivo? As sanções impostas pelo Japão contra o Kremlin.

No começo de setembro, um ataque cibernético de supostos hackers russos interrompeu pelo menos 20 sites do governo japonês em quatro ministérios. Autoridades divulgaram que o grupo digital pró-Rússia, denominado Killnet, reivindicou a responsabilidade pelas quedas dos sites nipônicos.

Grupo Killnet em manifesto declarou “guerra” contra todo o governo do Japão

O próprio Killnet apareceu nas mídias sociais afirmando que o grupo estava lutando e “resistindo ao militarismo do governo japonês”, além de “estar derrubando o samurai”.

O principal método de ataque consiste em bombardear um site ou rede-alvo com uma enxurrada de solicitações automatizadas que quebram sua capacidade, impedindo assim que usuários legítimos acessem o site.

Apesar da “primeira onda” de ataques, os hackers deram uma “sossegada” nesta semana. Alegando dificuldades financeiras, o Killnet, supostamente, diz que paralisará o ataque contra o Japão. “Não podemos atacar (mais), a menos que encontremos novos patrocinadores. O povo japonês não precisa mais se preocupar”, disse um porta-voz do Killnet.

Segundo apurações da agência de notícias japonesa Kyodo News, fazem parte do grupo russo estudantes, profissionais autônomos e funcionários públicos e todos se consideram “hacktivistas”, ou hackers com o objetivo de fazer uma declaração política.

Alertas fazem questão de mandar mensagem ao povo japonês: “Os japoneses sabem que ainda estão realizando uma campanha anti-Rússia”

O grupo também alegou que atacou entidades governamentais da Lituânia e da Moldávia, bem como a Lockheed Martin, cujas armas ajudaram a Ucrânia a lutar em sua guerra contra a Rússia.

A empresa de segurança cibernética americana Mandiant disse que a Killnet e um grupo de ataque cibernético apoiado pelo Estado teriam coordenado algumas de suas atividades.

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