Ex-princesa Mako pode retornar ao Brasil, desta vez para curtir lua de mel

Enquanto princesa do Japão, Mako visitou o Brasil em 2018, na comemoração dos 110 anos de imigração (Foto: Arquivo / Diário Brasil Nippou)

Prováveis destinos incluiriam cidades como Rio de Janeiro, Manaus e Belém; Mako já esteve no Brasil em 2018, na celebração dos 110 anos de imigração

No dia 14 deste mês completou-se um ano desde que Mako Komuro, sobrinha do atual imperador Naruhito, arrumou as malas e partiu para os Estados Unidos com o marido Kei Komuro. Abdicou da realeza e, atualmente, vive uma vida até tranquila como cidadã “comum”. Mas, mesmo que tente se manter no anonimato, a vida da ex-princesa continua sendo alvo de especulações.

Desta vez, a mídia japonesa publicou uma notícia sobre o provável destino do casal para a lua de mel. E cravou o Brasil como país escolhido. A viagem, inclusive, aconteceria já em dezembro, aproveitando o recesso de fim de ano.

Trata-se de um descanso esperado por ambos, após um período de trabalho duro em terras americanas. Após três tentativas, Komuro conseguiu a aprovação no Exame da Ordem dos Advogados de Nova York, podendo, assim, atuar de forma mais abrangente como advogado. Já Mako atua em uma área totalmente diferente: é curadora no Museu Metropolitano de Arte da cidade. Aos poucos, a vida do casal tem se estabilizado.

De acordo com a mídia japonesa, uma fonte que integrava empresas ligadas à Casa Imperial e residente em Nova York, confirmou que Mako e Komuro já estão com passagens compradas, hospedagem reservada e até guia e motorista contratados. A mesma fonte também disse que ouviu comentários de que Mako contava alegremente ao marido sobre suas memórias de quando esteve no Brasil, dando ênfase ao Cristo Redentor no Morro do Corcovado; Teatro Amazonas; e a movimentação do mercado municipal em Belém, no Pará.

Através de entrevistas realizadas pelo Diário Brasil Nippou, autoridades de instituições japonesas do Brasil já manifestaram receptividade ao casal. Isso porque, em julho de 2018, Mako visitou o País na comemoração dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, passando por Rio de Janeiro, Londrina, Maringá, São Paulo, Marília, Promissão, Colônia Hirano, Araçatuba, Manaus, Belém, Colônia de Tomé-Açu, entre outras cidades e regiões. A sua consideração pela comunidade nipo-brasileira ficou marcada na memória de muitos nikkeis.

“Precisaríamos ainda consultar o presidente Renato Ishikawa, que atualmente está no Japão. Mas teríamos o maior prazer em recebê-los”, comentou diretor de cerimonial e protocolo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), Carlos Kendi Fukuhara. “Mas é claro que precisaríamos obter a aprovação deles (Mako e Komuro) antes, respeitamos as vontades do casal”, acrescentou.

Fukuhara recordou que ficou muito surpreso quando encontrou Mako na cerimônia realizada em 2018. Ao trocar os primeiros cumprimentos, a então princesa se aproximou dele e, após confirmar seu nome, o agradeceu dizendo “muito obrigada pelos cuidados com o meu pai (Sua Alteza Imperial, o Príncipe Akishino) quando esteve aqui”. “Ela já conhecia meu rosto e nome, é uma moça muito simpática e humilde”, disse Fukuhara sobre as impressões que teve da Mako.

Fukuhara e o pai de Mako, Akishino, conheceram-se em novembro de 2011, na ocasião dos 120 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Japão e Brasil. À época, Fukuhara era coordenador da cerimônia ocorrida em São Paulo.

Já o presidente da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil (Kenren), Toshio Ichikawa, comentou que “ainda não posso dar um posicionamento como Kenren, mas particularmente quero muito recepcioná-los (referindo-se ao casal)”.

“Independentemente de não fazer mais parte da família real, nosso sentimento por ela não muda”, completou o dirigente, que guiou a então princesa no Festival do Japão em 2018, realizado pela Kenren, durante a passagem dela por São Paulo.

Diretor vice-presidente da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo), Akinori Sonoda também demonstrou forte interesse dizendo que “pretendemos nos alinhar com o Consulado Geral e recepcioná-los junto com a comunidade nipo-brasileira”.

Já se foram quatro anos desde a visita de Mako ao Brasil. Sua simpatia conquistou o coração não somente de nipo-brasileiros como de brasileiros sem ascendência japonesa também. Quando (e caso) esteja confirmada a visita do casal Komuro no Brasil, é bastante provável que ocorra uma mobilização ainda mais ativa para recepcioná-los.

(MASAYUKI FUKASAWA, EDITOR DO DIÁRIO BRASIL NIPPOU)

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