Cooper Clube, ‘o clube da família’, celebra 80 anos de fundação com agradecimentos e homenagens

Diretores e conselheiros do Cooper Clube cantam o tradicional “Parabéns”: “Clube da família” (Fotos: Aldo Shiguti)

 

Fundado em 18 de julho de 1942, o Cooper Clube, o “clube da família” – como é carinhosamente chamado pelos sócios – realizou, no último dia 23, em sua atual sede, no Parque Ipê, em São Paulo, cerimônia em comemoração ao seu 80º aniversário. O dispositivo foi composto pela cônsul geral adjunta do Consulado Geral do Japão em São Paulo, Chiho Komuro; pelo presidente da Comissão de Esportes do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Roberto Tanaka – que também representou o presidente da entidade, Renato Ishikawa, e as entidades NEB, Piratininga, JCI Brasil-Japão e Associação Brasileira de Ex-Bolsistas do Gaimusho Kenshusei – o vereador Aurélio Nomura (que representou todos os políticos); o vereador George Hato; o ex-presidente da Jucesp e parlamentar, Walter Ihoshi; Rodolfo Seigo Takahashi (presidente do Conselho Superior); Sólon Yasuhiko Tagusagawa (presidente do Conselho Deliberativo); Américo Utumi (representando todos os ex-presidentes e sócios do clube); Roberto Nishio (presidente da Fundação Kunito Miysaka), Fumiko Iguti (coordenadora do Setor de Volunários da Jica); Marcel Adipietro (diretor comercial da Grand Brasil e Paulo Nishimura (presidente da Associação Piratininga)., além do presidente Carlos Hiroshi Fujii.

Com direito ao tradicional bolo de aniversário, a cerimônia foi marcada por agradecimentos e homenagens aos sócios, funcionários e colaboradores que ajudaram a construir a história do clube ao longo dessas oito décadas.

Autoridades e convidados presentes na cerimônia comemorativa

 

Em seu discurso, a cônsul adjunta observou que “80 anos é um período muito longo e refletindo sobre a história, este clube deve ter tido altos e baixos”. “Só nos cabe congratular todos que trabalharam arduamente para manter este clube em funcionamento”, disse Chiho Komuro.

Beisebol – Conselheiro desde 1952, coube a Américo Utimi falar em nome de todos os ex-presidentes do clube. Ele lembrou que o Cooper sempre foi um clube da colônia por causa de sua origem, a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC). “Era o único clube que aparecia na Gazeta Esportiva por sua ligação com o beisebol e o futebol”, conta. “De lá para cá fomos evoluindo e hoje somos este clube maravilhoso”, destacou Américo Utumi, que agradeceu todos os sócios, “nossa razão de existir”.

Êxtase – Roberto Tanaka disse estar em “êxtase”. “Quem poderia imaginar naquela reunião de 18 de julho de 1942 que esse clube viesse a ter a importância que tem nos dias de hoje?”, indagou Tanaka, acrescentando que o Bunkyo realizará o 1º Torneio Esportivo de Integração com participação de várias associações e clubes, entre eles, o Cooper. “Trata-se de um projeto de cunho social, que não visa apenas a parte competitiva”, explicou.

Sócio do clube, o vereador Aurélio Nomura disse que a comemoração era muito aguardada por todos. “Lembrando aqueles momentos difíceis que passamos, quando esse clube estava sob intervenção e estava para ser leiloado, muitos de vocês não chegaram a dormir. Ficávamos contando aqueles minutos mas graças a Deus conseguimos conquistar esse espaço, que é um grande oásis na nossa cidade”, disse Nomura, afirmando que “não existe um clube do tamanho, da beleza e principalmente, na sustentabilidade que tem o Cooper”.

Pedigree – Segundo ele, “além de ser um espaço acolhedor e de estreitamento de amizades e de aperfeiçoamento de todos os esportes praticados aqui, o Cooper também traz um pedigree, que é a história da Cooperativa Agrícola de Cotia, que foi a grande responsável para que o Brasil esteja ainda hoje liderando essa questão do agronegócio”.

Em homenagem aos 80 anos do clube, o parlamentar, ao lado do vereador George Hato e do candidato a deputado federal Walter Ihoshi, entregou uma Salva de Prata ao presidente Carlos Fujii.

 

Garra e tenacidade – Em seu discurso o presidente do Cooper destacou os sócios que atuam dentro da comunidade nikkei nos mais variados cargos. “Além de se dedicarem ao clube eles se dedicam também a outras atividades”, contou ele, que destacou “a garra, a tenacidade e o comprometimentos dos sócios que desde o dia 18 de julho de 1942 , em plena Segunda Guerra Mundial, construíram a base do que somos hoje”.

“Nascemos em um galpão improvisado na região central de São Paulo, tivemos a primeira sede numa casa alugada no bairro de Pinheiros e depois mudamos para outra também no mesmo bairro. Posteriormente construímos nossa trajetória mudando para a Vila Sônia, época que deixou muitas sócios praticantes dos esportes.E, finalmente, viemos para o atual endereço, que no passado foi uma granja de frango da antiga CAC”, lembrou Fujii.

Alegrias e agonias – Segundo ele, “aqui passamos por várias alegria, como a expansão da nossa infraestrutura administrativa, social e esportiva, mas também passamos momentos de agonia com a nossa mantenedora na época, vindo a encerrar suas atividades”.

“Isso não nos abalou e mais uma vez com a garra, tenacidade, e comprometimento dos sócios fomos a luta e da agonia passamos para a alegria”, destacou, acrescentando que o clube aproveitou o período de pandemia, quando o esteve fechado, para promover obras de melhorias.

“E, mais uma vez, os sócios garantiram que superássemos essa fase sem grandes percalços, pois a continuidade do pagamento da taxa de manutenção que permitiu que continuássemos em funcionamento”, explicou Fujii. Ele concluiu sua fala afirmando que “a nossa história foi criada desta maneira, pelos nossos pioneiros e antecessores e hoje estamos prontos para encarar o futuro e comemorar outros aniversários. Com certeza, no Centenários teremos uma comemoração digna de nossa pujança”, garantiu.

 

 

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