Brasileiros no Japão preferem permanecer com o uso de máscara

Uso de máscaras é um hábito tradicional no Japão e sempre foi utilizada pela maioria

O governo japonês relaxou a exigência do uso de máscara, mas a população preferiu manter o uso, inclusive os brasileiros residentes no país

O uso de máscaras é um hábito tradicional no Japão, a proteção sempre foi utilizada pela maioria da população para evitar a propagação de viroses, como uma simples gripe e até mesmo para se proteger do Kafuncho (alergia do polen).

Com a pandemia do coronavírus, o uso de máscara tornou-se algo indispensável na vida de quem mora no país, nunca foi uma ordem o uso obrigatório, mas uma recomendação do governo, principalmente em ambientes fechados. 

Neste mês, desde o dia 13, a utilização deixou de ser obrigatória, mais um esforço do governo nipônico em querer normalizar o cotidiano da população como anterior a pandemia, porém, na primeira semana o relaxamento não surgiu muito efeito, muitas pessoas continuam com a boca e nariz cobertos com máscaras.

Entre os brasileiros residentes no Japão, a reação está sendo a mesma, muitos ainda preferem utilizar a máscara no dia a dia. A decisão deixou a digital influencer Bruna Fujikawa feliz, já que o verão no país se aproxima e o uso de máscara incomoda, mas ela garante seguir os japoneses no bom senso.

“Ter respeito e usar máscara sempre que estiver doente para não infectar outras pessoas e claro, também como proteção em épocas onde temos mais casos de gripes e outras doenças”, disse.

Apesar de muitos estarem ansiosos pelo momento de não precisarem usar as máscaras, o efeito nas ruas foi bem ao contrário do esperado. Ninguém aderiu ao relaxamento, constrangendo aqueles que pensavam em tirar a proteção.

“Sonhei com este dia, porém, não vi uma alma viva sem máscara na rua, fiquei sem graça em tirar”, declarou Karolina Yamaguchi, residente em Yokohama.

Mas há aqueles que agradecem a decisão e vão aproveitar para se livrar das máscaras sempre que possível. Depois de dois anos de uso obrigatório, Larissa Guima, afirma que “não vai mais usar”, porém, no trabalho ainda vai utilizar, pelo menos “por enquanto”, explicou.

As diretrizes de uso de máscara foram facilitadas antes do rebaixamento do status legal do COVID-19 para a mesma categoria das doenças infecciosas comuns, que deve ocorrer a partir do dia 8 de maio.  O governo ainda recomenda o uso de máscaras em instituições médicas, lares de idosos e transporte público lotado.

Companhias aéreas, ferrovias, ônibus e outros transportes públicos não exigirão mais que os viajantes usem, e o mesmo vale para os operadores das principais redes de supermercados e lojas de conveniência.

No primeiro dia de liberação, o primeiro-ministro Fumio Kishida, sua equipe de segurança e secretaria fizeram a curta caminhada da residência oficial até seu gabinete, sem máscaras, como incentivo de que todos podem andar sem a proteção.

Em rápida entrevista, o premier disse que “tirará a máscara em mais ocasiões a partir de agora”, mas ao mesmo tempo pediu para que as pessoas usem máscaras ao encontrar pessoas com alto risco de infecção, como idosos.

(Silvio Mori)

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